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Travel is always a good idea

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Berlim - Museu de Pérgamo | Pergamonmuseum

É impressionante a quantidade de museus e bons museus que a cidade de Berlim apresenta. Não esperava encontrar tanta arte junta, embora o nome Ilha dos Museus diga tudo, lá encontramos um pouco de tudo. Todas estas exposições ajudam nos a conhecer melhor o nosso passado, sem ficar indiferente. A viagem é constante, numa tentativa de interpretar a forma como se vivia e sobrevivia num mundo em que nada aparentemente parecia ser igual ao mundo que conhecemos hoje. 

 

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INFORMAÇÕES ÚTEIS:

Preço: 12€ para bilhete isolado, 18€ para bilhete que permite entrada em todos os museus da Ilha dos Museus;

Horário: 10h – 18h

Estações de metro próximas: Friedrichstraße

Site: http://www.smb.museum/en/museums-institutions/pergamonmuseum/home.html 

 

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Este museu da Ilha dos Museus foi desenhado por Alfred Messel e Ludwig Hoffmen que se inspiraram no Altar de Pérgamo para o projetar. A sua construção demorou cerca de vinte anos, tendo tido início em 1910 e fim em 1930. Antes da construção do museu um pequeno edifício foi construído junto ao altar onde foram feitas as escavações que encontraram diversos artefactos hoje expostos em vários museus de Berlim, mas a sua fraca estabilidade resultou na sua demolição para que algo melhor e maior fosse construído. 

 

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O novo e mais largo Museu de Pérgamo foi construído a pensar em três diferentes alas ou museus. Portanto como se não fosse enorme o número de museus ainda há museus que têm museus dentro do próprio museu. Confuso não é? Mas organizado. Os três museus são: Coleção de Antiguidades Clássicas, Museu do Antigo Oriente e o Museu de Arte Islâmica. As impressionantes reconstruções do Altar de Pérgamo, da Porta de Miletus, a Porta de Ishtar,  Passagem para Babilónia e a Fachada de Mshatta fizeram do Museu de Pérgamo famoso em todo o mundo e um dos mais visitados na Alemanha. 

 

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A primeira e a mais importante zona do museu é a Coleção de Antiguidades Clássicas que contém uma das mais imponentes coleções de arte grega e romana. Além do Museu de Pérgamo também é possível ver parte desta coleção no Museu Novo e no Museu Antigo. A grande atração deste museu é o fabuloso Altar de Pérgamo que data 180 a 160 AC, mas como ele há centenas de obras de arte, bem organizadas e expostas. Apesar do museu andar em obras (2016) e ainda por cima na zona do Altar de Pérgamo, mas de qualquer forma permitem a visita e a observação desta obra de arte, antiquíssima por sinal. 

 

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O Museu do Antigo Oriente contém uma enorme coleção de artefactos que datam mais de 6000 anos atrás de regiões como a Mesopotâmia e a Síria. A maioria dos 270 mil objetos foram encontrados em escavações na Babilónia, Assur, Uruk e entre outros locais. Entre as principais atrações está a reconstrução impressionante da grandiosa Porta de Ishtar que remonta ao tempo de Nebuchadnezzar II, no século VI AC. Entrar nesta zona do Museu de Pérgamo é uma viagem que se faz pela História, mas uma História fascinante, pensar que vivemos num mundo que já ultrapassou tantos e tantos séculos.

 

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O Museu de Arte Islâmica tem uma coleção surpreendente e fascinante de arte sobre o mundo islâmico. Ao longo das várias salas é possível ver grandes peças decorativas e artefactos arqueológicos criados por muçulmanos e povos cristãos e judeus que viveram entre eles desde o século VII ao XIX. Particularmente impressionante foi ver tanta arquitetura fora do normal que ainda se encontra bem preservada e pelo que percebi compõem uma zona do museu que é dos maiores museus sobre arte islâmica no mundo. A não perder a fachada de Mshatta e o famoso quarto de Aleppo que é todo revestido com pinturas em madeira. 

 

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Boa visita !

 

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Entre na Rubrica: Museus e outros... e continue a sua viagem :) 

 

Berlim - Dia 3, getting darker

O nosso roteiro pela cidade de Berlim continua com uma paragem no famoso Portão de Brandemburgo ( Brandenburguer Tor ) que está localizado entre a Avenida Unter den Linden e o Parque Tiergarden. É um monumento que foi construido entre 1788 e 1791 a mando do rei Frederico Guilherme II da Prússia como sinal de guerra, este e outros portões foram construídos ao longo dos vários muros existentes na cidade que tornavam o centro de Berlim numa fortaleza. O Portão de Brandenburgo num estilo neoclássico é o único que resistiu aos danos das guerras mundiais e foi o centro de grandes momentos históricos como foi a abertura do muro em 1989. Hoje é um dos mais importantes símbolos de Berlim e cartão postal da cidade e é considerado um símbolo de unidade e da paz europeia.

 

Informações úteis sobre o Brandenburguer Tor:

Preço: gratuito

Horário: aberto 24h

Estações de metro próximas: Brandenburger Tor, Französische Str, Mohrenstr

 

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( Brandenburger Tor )

 

Já o devo ter dito antes mas a cidade de Berlim  está cheia de História ao virar de qualquer esquina, após passarmos o Portão de Brandenburgo e a caminho do Reichtag encontrámos o Memorial to the Sinti and Roma Victims of National Socialism construido em 2012 que é um monumento dedicado em memória das 220 a 500 mil pessoas mortas de povos tais como os Sinti e Roma, conhecidos também por serem ciganos. O memorial simples consiste num lago circular com um triângulo de pedra no centro, a forma triangular remete-nos para os triângulos remendados nos fatos dos prisioneiros dos campos de concentração, todos os dias é colocado uma flor fresca no memorial e em volta do jardim há placas informativas com vários informações históricas. O jardim é pequeno e apesar de estar no centro da cidade, o ambiente é tão pesado e silencioso que até parece estarmos longe de Berlim.

 

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( Memorial to the Sinti and Roma of Europe Murdered under National Socialism )

  

Ao lado do memorial visitámos o Reichtag, edifício construído em 1884 na qual está o parlamento alemão ( Bundestag ), que hoje em dia é uma das atrações mais visitadas de Berlim. Em 1933 um mês após a nomeação de Adolf Hitler para chanceler da Alemanha o prédio foi incendiado propositadamente por comunistas, momento em que o Hitler aproveita para assinar o Decreto do Incêndio do Reichtag que suspenda a maioria dos direitos humanos garantidos pela constituição de 1919 da República de Weimar. A partir desde momento o poder dos Nazis cresceu e Hitler consegue criar a Lei de Plenos Poderes que lhe permitia governar por decreto e suspender diversas liberdades dos civis. Durante os doze anos do Terceiro Reich o Reichtag foi severamente atacado várias vezes durante a segunda guerra mundial, a guerra fria e só em 1990 aquando da queda do muro de Berlim e na época da Re-unificação o edifício voltou a ser utilizado como parlamento alemão, agora com uma cúpula construida em vidro que permite aos visitantes observar os trabalhos feitos no parlamento.

 

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Informações úteis sobre o Reichstag:

Preço: entrada gratuita mas sob pré-reserva no site oficial.

Horário: todos os dias entre as 8h e as 24h ( última entrada às 21h45 )

Estações de metro próximas: Bundestag

Site: https://www.bundestag.de/en/visittheBundestag/dome/registration/245686 

 

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 ( Reichstag )

 

Ao sair do Reichtag e atravessar a rua estamos no Jardim Ober Tiergarden Berlin, que ocupa toda a zona entre o Portão de Brandenburgo, o Memorial do Holocausto e a Coluna da Vitória. É de facto um dos maiores jardins de Berlim, com muito espaço para caminhar entre a natureza, bancos para relaxar, lagos e estátuas para apreciar. Caminhámos durante um bom bocado sem direção certa até que encontrámos um monumento muito interessante com a estátua de Goethe, um monumento dedicado a ele e à sua obra. Após sair do jardim ficámos em frente ao Memorial do Holocausto.

 

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( Ober Tiergarden Berlin )

 

Se é daqueles que quando viaja não passa sem fazer algumas compras, há uma boa opção no centro da cidade - o Mall of Berlin. Na realidade passei no shopping sem intenção de entrar, até porque vinha da zona do memorial do holocausto e queria ir para a zona do Checkpoint Charlie. E ao percorrer as ruas nessa direção acabámos por atravessá-lo. Ideal para quem quer comer algo mais rápido ou precisa de alguma coisa útil. 

 

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( Mall of Berlin )

 

Voltando à ilha dos museus é possível visitar o Museu Novo ( Neues Museum ) que tem nas suas exibições uma extensa coleção de artes do Egito Antigo, juntamente com a coleção de papiros, a coleção sobre a Pré-história e História Antiga e ainda artefactos da coleção de Antiguidades Clássicas. Este e os outros museus da Ilha dos Museus é enorme e bastante especifico, mas com uma pesquisa prévia pode escolher qual ou quais os museus que mais lhe interessam visitar, caso não tenha tempo para ver todos.

 

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( Neues Museum )

 

História: 1945 - 1963, Dividindo a cidade

Após a cidade cair nas mãos do Exército vermelho ( Red Army ) em 1945, a cidade foi inicialmente dividida em três setores. Com a formação da Republica da Alemanha (DDR) no lado oeste da cidade e a Republica Democrática Alemã (GDR) no lado este em 1949, iniciou-se a intensa Guerra Fria com Berlim no centro. A este da Alemanha tentavam mover o centro governacional para Bonn, enquanto a DDR proclamava Berlim como capital. Este conflito resulta na criação de um muro a 1961 por parte da GDR. Os aliados do setor oeste (USA, Grã Bretanha e França) formaram-se na zona oeste enquanto que o setor soviético se formava na zona este do muro de Berlim. Com o muro a dividir a cidade a meio por volta do ano 1963 só era possível atravessá-lo no Checkpoint Charlie e em outros locais específicos, mas não por qualquer pessoa. Uma curiosidade: como resultado da divisão da cidade de Berlim, atualmente existem dois jardins zoológicos. O parque animal Firedrichsfelde e o jardim zoológico. 

 

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( Brandenburger Tor )

 

O Memorial do Holocausto ( Memorial to the Murdered Jews of Europe ) é talvez um dos monumentos mais sombrios que já visitei, começando no seu exterior onde blocos de cimento foram colocados de forma simétrica mas com alturas diferentes. O monumento é um memorial evocativo da morte de mais de seis milhões de judeus durante o Holocausto e é possível visitar o centro de informação subterrâneo.

 

Para ler mais sobre este memorial, clique aqui.

 

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 ( Memorial to the Murdered Jews of Europe )

 

LINKS: PARTE UMPARTE DOISPARTE QUATRO ou PARTE CINCO 

 

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Boa viagem !

 

Berlim - Memorial do Holocausto | Memorial to the Murdered Jews of Europe

Caminhando pela zona sul do Portão de Brandemburgo, perto da Potsdamer Platz e com vista para o Parlamento, no meio da cidade surge uma construção bastante diferente e sombria, a minha primeira impressão foi de choque de tão negro, grotesco e quase descabido parece ser um conjunto de blocos no meio da cidade. De facto devemos atribuir essa ideia ao seu arquiteto Peter Eisenman que só consegue minimizar o efeito depois de sabermos que ali está o Memorial aos Judeus Mortos na Europa ou se quisermos chamar-lhe, o Memorial do Holocausto. Continua a ser uma construção sombria, mas se tentarmos imaginar a pressão e horror que todas as vitimas judaicas do Holocausto sofreram, talvez nem esteja muito fora de contexto.

 

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INFORMAÇÕES ÚTEIS:

 

Horário: Aberto de Terça a Domingo.

No meses de Outubro a Março entre as 10h e as 19h (última entrada às 18h15m)

e nos meses de Abril a Setembro entre as 10h e as 20h ( ultima entrada às 19h15m).

Horário da zona exterior: aberto 24h.

Dias especiais: 24, 25, 26 e 31 de Dezembro fechado apartir das 16h.

Preço: gratuito

Estações de metro próximas: Potsdamer Platz, Mohrenstraße;

Site: https://www.stiftung-denkmal.de/en/home.html 

 

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Após passar a segurança apesar de ser um memorial gratuito, a exposição começa com uma zona de imagens e textos sobre o terror que se viveu durante 1933 e 1945. No final daquela zona é possível encontrar seis grandes retratos representando os seis milhões de vitimas, cada imagem representa diferentes idades e géneros, homens e mulher, crianças, adultos e idosos.

 

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Todo o memorial foi pensando ao pormenor e as diferentes salas estão organizadas por temas, a primeira pretende contextualizar a dimensão do Holocausto em números, o ambiente é taciturno e com fraca iluminação para dar destaque a todas as notas informativas e informações da sala. A segunda sala apresentada retrata as famílias, exemplificando com quinze famílias de diferentes classes sociais, nacionalidade, cultura e vida religiosa. Ajudou-me a ilustrar o contraste vivido durante o Holocausto, a destruição da comunidade judaica atingiu tudo e todos.

 

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A sala que mais me impressionou foi a sala dos nomes, onde são apresentadas pequenas biografias de vários judeus mortos ou desaparecidos. Seria impossível retratar seis milhões de judeus mas cada nome escrito na parede com o ano de nascimento e de morte tenta ao máximo honrar e respeitar todas as vítimas. E já quase no final do memorial há uma zona interativa chamada de zona dos sites onde se pode nos computadores encontrar muita informação sobre toda a dominação Nazi e as consequências desse massacre. Também na memoria me fica uma sala na qual as pessoas se podem sentar um pouco e ver projetado na parede vídeos com testemunhos reais de sobreviventes e de outras pessoas, é avassalador de tão cruel.

 

Voltando à zona exterior, onde estão colocados 2711 blocos de cimento, com diferentes tamanhos mas geometricamente alinhados e com alturas diferentes criando um efeito de ondulação é possível caminhar e andar na zona exterior livremente. Segundo consta o arquiteto criou os blocos num formato e posição específicos para criar intranquilidade, um clima de confusão e representar um sistema supostamente ordenado que é a nossa sociedade e a perda de equilíbrio que podemos sofrer nos tempos mais difíceis. 

 

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A mim cativou-me, confesso que num dos dias por Berlim até almoçamos junto ao Memorial do Holocausto para com tranquilidade poder absorver a ideia do memorial. E depois algo que recomendo muito ser feito é entrar pelos blocos, que acaba por ser quase um labirinto e perceber que realmente a sensação daquele local é estranha, a energia não é das melhores e continuo a afirmar que o Memorial em si é feio e grotesco mas que cumpre a sua missão e passa a sua mensagem, lá isso passa.

 

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A MINHA OPINIÃO

 

Não vou mentir, se ler o post vai encontrar duas ou três vezes a minha opinião sobre este memorial, é de facto sombrio e até creio que deve ter sido construído com esse intuito - chocar. Não é por acaso que quando foi inaugurado causou bastante polémica junto da população alemã, mas também sabemos que o ser humano por vezes só consegue discernir a realidade quando é confrontado com factos e um simples museu encaixado num comum espaço museológico não teria o mesmo impacto. É por este e por outros motivos que quer se queira ou não saber um pouco mais sobre o Holocausto acho imperativo uma passagem pelo memorial.

 

Boa visita !

 

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